Clio Engenharia e Construção | Curitiba, Paraná

10 de novembro de 2015

Retrofit vira opção para valorizar imóvel

Segundo especialistas do setor, método de modernização de prédios antigos pode valorizá-los em até 50% em relação ao preço atual.

No momento em que os terrenos estão cada vez mais escassos para a construção de imóveis mais modernos, o retrofit tem se tornado a grande opção para se conseguir uma rentabilização maior com os edifícios que já foram levantados há muito tempo.

Este trabalho consiste desde a reforma da fachada do imóvel até melhorias nas instalações elétricas, hidráulicas, e áreas comuns dos edifícios, como elevadores, sistemas de iluminação, mobiliários, entre outros.

A iniciativa busca, além da modernização do condomínio, tornar o imóvel mais competitivo no mercado em relação aos novos empreendimentos imobiliários.

Segundo especialistas do setor, este método conhecido popularmente como “cirurgia plástica” dos prédios antigos pode valorizá-los em até 50% em relação ao preço atual.

“Em São Paulo, por exemplo, já não se tem muitas áreas para construir edifícios como antigamente, além de fatores como o Plano Diretor, que começam a limitar os novos empreendimentos. Por isso, vemos regiões nobres com condomínios de 30 ou 40 anos de construção. Então, com esta adequação, o local fica mais próximo do desejo do consumidor atual”, afirmou Márcia Romão, gerente de relacionamento da Lello Condomínios, que atua em administração condominial.

Ela indica que o retrofit pode começar a ser utilizado em imóveis com idade a partir dos 30 anos e que “o condomínio tenha uma boa saúde financeira”.

“É preciso fazer uma assembleia para aplicar o retrofit no local. E, neste caso, tem de ter 100% da aprovação dos condôminos”, lembrou Márcia.

No Brasil há 17 anos, a norte-americana Tishman Speyer foi premiada pelo projeto de retrofit no Edifício Galeria, no centro do Rio de Janeiro, com o Prêmio Master Imobiliário 2012, feito pelo Secovi.

O imóvel histórico (dos anos 30), que ocupa um quadrilátero inteiro, foi completamente modernizado, sem que fossem perdidas as características arquitetônicas da fachada. O investimento foi de aproximadamente R$ 200 milhões.

“Todo o trabalho foi executado com o objetivo de manter o equilíbrio entre a herança cultural dessa construção e a modernização do espaço físico e das instalações. Como resultado, temos um edifício de escritórios totalmente integrado ao processo de revitalização do centro do Rio de Janeiro”, explica Daniel Cherman, presidente da empresa.

Outra vantagem apontada pelos empreendedores é a questão da sustentabilidade, já que estes imóveis que passarão pela reforma vão contar com mais tecnologias que promovam a redução de consumo.